Estas informações são destinadas à usuários avançados, compiladas a partir
de documentos disponibilizados na Internet por empresas fornecedoras de
produtos e serviços. Temos com elas, apenas o intuito de fornecer
informações aos interessados em conhecer ou iniciar a atividade de
Provedor de Acesso à Internet, não devendo serem adotadas como normas ou
padrões rígidos.
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6.1.
Modelo Funcional de um
Provedor de Acesso à Internet |
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Os requisitos necessários para a montagem de um provedor de acesso podem
ser representados simbolicamente conforme a figura a seguir, onde cada
módulo corresponde a uma função a ser desempenhada pela instalação.

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6.1.1 Acesso Dedicado
à Internet |
Constitui as ligações física e lógica entre o provedor e a Internet;
inclui:
Uma ou mais linhas de comunicação de dados interligando o provedor e a
instituição que fornece acesso à Internet; essas linhas podem ser
privadas, de acesso a redes de comunicação de dados, ou mesmo canais de
rádio.
Equipamentos necessários para a conversão de sinais entre essas linha e o
roteador, por exemplo modems ( para linhas analógicas) ou CSU / DSU’s
(para linhas digitais).
Conectividade IP, que consiste em um contrato com a instituição que
fornesse acesso à Internet para o tráfego de pacotes IP através dessas
linhas de comunicação.
Esse acesso pode ser obtido de um Provedor de Acesso de maior porte ou de
um Provedor de Backbone; no Brasil atualmente temos como Provedores de
Backbones a Embratel e a RNP, e esse acesso é obtido via:
· RNP
Via Conexão IP Dedicada através de linhas privadas síncronas entre o
provedor e o POP de no mínimo 64 Kbps, com PPP ou HDLC como protocolo de
enlace.
· Embratel
Via Serviço IP Direto, via RENPAC ( X.25 até 64 Kbps, Frame Relay até 512
Kbps) ou circuítos E1 com PPP (2 Mbps).
Pode-se optar por um acesso dedicado de velocidade inferior (19,2 Kbps ou
28,8 Kbps) via linhas privadas ou mesmo comuns, via um Provedor de Acesso
de maior porte.
Nos EUA esse acesso pode ser obtido através de outras tecnologias, tais
como linhas privadas de 56 Kbps, conexões via ISDN, conexões T1 (1.544
Mbps) e FT1 (em frações de 56 Kbps), conexões T3 (45 Mbps), e conexões a
Redes ATM.
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6.1.2 Roteador |
Consiste no módulo responsável pelo controle do tráfego de pacotes entre a
rede do Provedor de Acesso e a Internet; essa função pode ser
desempenhada: por um equipamento dedicado a essa função (um roteador IP),
a forma mais comum e eficiente ou por estações ( PC’s ) com software
dedicado a essa função, ou pelo próprio Servidor de Aplicações, através de
interfaces de hardware e configuração do software TCP/IP do mesmo.
O ponto comum a essas opções é a necessidade da implementação dos
protocolos necessários para a conectividade de redes na Internet
(protocolos IP e de roteamento), além de facilidades de administração (por
exemplo o protocolo SNMP).
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6.1.3 Servidor de
Aplicações |
É o equipamento (ou equipamentos, conforme o porte) onde residem os
programas responsáveis pelos serviços disponibilizados aos usuários.
Em função do porte do provedor de acesso, podem ser utilizados desde uma
única estação PC486 DX-2/66 ou equivalente até vários equipamentos com os
serviços distribuídos entre eles.
A característica principal desses equipamentos é a de possuirem um Sistema
Operacional Multitarefa, sendo os de filosofia UNIX (BSDI, SunOS, Linux,
FreeBSD, SCO Unix, AIX, HPUX entre outros) e o Windows NT os mais usados.
As soluções mais completas são as baseadas em plataformas Sun e Silicon
Graphics, utilizando estações de alta performance e Sistemas Operacionais
de filosofia UNIX; soluções mais baratas (porém eficientes) são possíveis
baseadas em equipamentos do tipo PC/Intel (486 ou Pentium) com Sistemas
Operacionais Linux ou FreeBSD (de domínio público) ou Windows NT.
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6.1.4 Servidores de
Comunicação |
É o conjunto de interfaces seriais através das quais os usuários se
conectam à rede do Provedor de Acesso; essas conexões podem ser
temporárias (discadas) ou permanentes (dedicadas), podendo sua
implementação ser feita:
· Através de Servidores de Acesso Remoto, ou
· Integrada ao roteador, ou
Integrada ao Servidor de Aplicações, através de placas multisseriais
assíncronas e/ou síncronas. |
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