| Tutoriais | Serviços | Links Buscas | Download | Notícias atuais | Fale com Habitat Mail Estágios | Dicas |

 

PESQUISA EM HABITAÇÃO POPULAR
 E PROJETOS COMUNITÁRIOS

Tecnologia
Faça do HABITAT a sua Página Inicial na Web!

 INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

· Ferram. de Buscas
· Biblioteca Virtual
· Orient. Vocacional
· Links Quentes
· Ler Jornais
· Ler Revistas
· Musicas Cifradas
· Download MP3
· Remédios Banidos
·
· Coz. Internacional
· Receitas - Shiitake
· Saúde e Beleza
· Aliment. Natural
· Ervas Medicinais
· Dicas Equipamentos
· Dicas Windows 98
· Dicas de Jogos
· Lista Tel. 0800
· Páginas Amarelas
· Previsão Tempo BR
· Previsão no Mundo
· Deixar o Fumo
· Cotação do Dólar
· Conversor Dólar
· Mais Índices
· Pesq. Domínio BR
· Pesq. Dominio EUA
· Idade Verdadeira
· Faculd.Univers.Rio
· Lei de Murphy
· Muitos Links
· Vestibular 2000
· Buscas MP3 
· Buscas CEP BR
· Netiqueta
· Quer Reclamar ?

 

                                                ENGENHARIA


O resíduo que vira cimento

Extraído de Notícias FAPESP, numero 42, maio de 1999.

Continua
A cada tonelada de aço produzido nas usinas siderúrgicas, 330 kg de um resíduo escorre como lava de vulcão, a 1600 oC, das construções de quase 30 metros de altura, os altos-fornos. Resfriado bruscamente, torna-se uma espécie de areia. É a escória, formada pela argila do minério de ferro misturada com silício e alumínio. As indústrias siderúrgicas não encontram aplicação para esse material. Afinal, uma usina grande produz cerca de 1,2 milhão de toneladas de escória granulada por ano, o equivalente a 3 mil toneladas por dia, volume suficiente para encher cerca de 20 caminhões, a cada 24 horas.

Sem uso, os resíduos acumulam-se em conjuntos de morros, de 20 ou 30 metros de altura, que, com o tempo, se tornam rochas artificiais, sobre as quais, por causa de ausência de solo, não cresce qualquer vegetação. O desconforto vai além do impacto visual. Essa areia pouco ecológica polui o solo e a água do subsolo, além de gerar custos, ao ocupar áreas que poderiam ter usos mais nobres. Esses problemas, entretanto, podem estar com os dias contados. Um grupo de pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um novo tipo de cimento, no qual a escória é a base da composição. Não se trata de aumentar a participação dos resíduos da fabricação do aço no cimento comum, o Portland, como é feito no Brasil há 40 anos, em quantidades que correspondem, aproximadamente, ao mesmo volume que se acumula sem serventia nos arredores das usinas siderúrgicas. Muito mais que isso, a pesquisa Painéis de Cimentos de Escória Reforçados com Fibra de Vidro E resultou em um material absolutamente inovador. Coordenada pelo engenheiro civil Vahan Agopyan, a pesquisa se desenvolve no âmbito do Programa de Inovação Tecnológica em Parceria, da FAPESP, que entrou com um financiamento de R$ 210 mil. A empresa parceira, a Owens Corning Fiberglas, fabricante de fibras de vidro, participa com recursos da ordem de R$ 415 mil. O trabalho contou, ainda, com o apoio da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), do Espírito Santo. Na formulação do novo cimento elaborada pela equipe do professor Vahan, a escória faz parte de uma mistura que contém outros dois componentes: os ativadores (compostos como silicatos de sódio e sulfatos e hidróxidos de cálcio, empregados juntos ou isoladamente) e as fibras de vidro do tipo E (o mais comum, usado como isolante elétrico, daí o E). Mas a escória predomina, representando 85% do volume. A combinação dela com os ativadores produz cimentos de baixa alcalinidade, uma característica química importante, por permitir a mistura com fibras naturais ou artificiais que seriam destruídas pela alcalinidade mais elevada do Portland. A adição de ativadores também acelera o endurecimento da escória, que, por endurecer lentamente, não pode ser usada sozinha, como o Portland. As fibras, explica o professor Vahan, funcionam como reforço: ampliam a resistência mecânica e a possibilidade de moldar o material em superfícies curvas, sem risco de quebrar-se facilmente. "Estávamos desperdiçando cimento", resume o engenheiro civil Vanderley John, um dos pesquisadores da equipe.

Painéis versáteis

No ano passado, o cimento de escória tomou a forma de painéis de formas e usos variados. Quadrados ou retangulares, planos ou sinuosos, bem mais finos e mais leves do que os equivalentes de cimento comum ou de alvenaria, têm aplicações imediatas na construção de paredes, forros, pisos e divisórias. Na avaliação de Ernani Seddon, gerente de desenvolvimento de negócios da Owens-Corning, que fabrica e distribui componentes para construção civil, pode nascer desse trabalho, em poucos anos, um processo construtivo genuinamente brasileiro, de custo reduzido e fácil aplicação. "Os especialistas da Escola Politécnica têm nos ajudado a desenvolver soluções técnicas econômicas e modernas que atendam às necessidades da indústria", diz Ernani. A pesquisa encontra-se agora no estágio de repasse de tecnologia a indústrias, para produção em escala comercial. Até o momento, há apenas negociações incipientes com empresas interessadas. O potencial de mercado já está mais definido. À medida em que for iniciada a produção em escala comercial, os painéis com o novo cimento estarão literalmente ocupando o espaço da alvenaria convencional na vedação interna de casas e edifícios,

Continua


| Tutoriais | Serviços | Links Buscas | Download | Notícias atuais | Fale com Habitat Mail Estágios | Dicas ||

Rua do Matoso, 31/301 - Pça da Bandeira, Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20270-130  
Tel.: (021) 2502-7986
Mail : habitat@meusite.pro.br