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Teclas de atalho

15a ARTIGOS

ÍNDICE

 

Defeitos mais Comuns em Micros (continuação)

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Como descobrir o Tipo de Memória                           Entendendo as Memórias DDR


Upgrade de Memória

Instalar mais memória no micro para torná-lo mais rápido é, aparentemente, uma tarefa extremamente simples: basta comprar a memória na loja e instalá-la na placa-mãe do micro, com ele desligado, obviamente.

Só que incompatibilidades de placas-mãe antigas com módulos de memória mais novos estão cada vez mais comuns: você compra o módulo, instala no micro e a placa-mãe não reconhece toda a capacidade do módulo (por exemplo, você compra um módulo de 128 MB de memória e o micro só conta ele como se ele fosse de 64 MB).

Existem dois limites no upgrade de memória do micro. O primeiro é a capacidade máxima de cada módulo que a placa-mãe aceita. Este limite está especificado no manual da placa. Por exemplo, se a sua placa-mãe só aceita módulos de até 64 MB de capacidade, não adianta tentar instalar módulos de uma capacidade maior porque a sua placa-mãe não aceitará. Placas-mãe mais antigas (soquete 7, isto é, para os processadores Pentium, Pentium MMX, 6x86, 6x86MX, MII, K5 e K6) estão limitadas a módulos de 64 MB cada. Já placas-mãe para os processadores Super 7 (K6-2 e K6-III) aceitam módulos de memória de até 256 MB cada.

Se você não tiver mais o manual da sua placa-mãe para saber a quantidade máxima de memória que cada soquete de memória da placa-mãe aceita (64 MB, 256 MB, 512 MB, etc), basta usar o programa Sandra (http://www.sisoftware.co.uk, baixe a versão shareware). Rode o programa e clique no ícone Mainboard Information. Na janela que aparecerá, preste atenção ao item System Memory Controller. Nele aparecerá discriminado o número de soquetes de memória que o seu micro tem (Number of Memory Slots) e a quantidade máxima de memória que o seu micro aceita (Maximum Installable Memory). Basta dividir a quantidade máxima de memória pelo número de soquetes de memória para saber o módulo máximo de memória que o seu PC aceita. Por exemplo em um micro onde a capacidade máxima de memória é de 768 MB e ele tem três soquetes de memória, isso significa que ele aceita módulos de até 256 MB.

O segundo limite refere-se à densidade de cada chip de memória. É nesse limite que se encontram os maiores problemas de compatibilidade atualmente. Cada módulo de memória possui uma série de chips de memória RAM. Dividindo-se a capacidade do módulo de memória pela quantidade de chips que ele tem, temos a capacidade de memória que cada chip armazena, em MB. Por exemplo, em um módulo de memória de 256 MB com 16 chips, significa que cada chip armazena 16 MB (256 MB / 16). Só que a unidade mais usual de se representar a densidade de cada chip de memória é o megabit e não o megabyte. Como um megabyte equivale a oito megabits, basta multiplicar o valor encontrado por oito para ter o resultado em megabits. Ou seja, esse mesmo módulo de memória tem uma densidade de 128 Mbits.

O problema todo é o seguinte: placas-mãe que aceitam módulos de até 256 MB só aceitam chips de memória com densidade de até 128 Mbits.

Se instalarmos o módulo de memória de 256 MB de densidade de 128 Mbits de nosso exemplo em um K6-2, ele será aceito sem problemas.

Entretanto, suponha um módulo de 128 MB de memória usando quatro chips. A densidade desse módulo será de 256 Mbits (128 MB / 4 x 8). Módulos com densidade de 256 Mbits só são aceitos em placas-mãe onde o limite de capacidade de cada módulo de memória é de até 512 MB ou mais. Ou seja, esse módulo de memória de 128 MB não será reconhecido em um K6-2, por exemplo, mesmo a placa-mãe desse micro permitindo a instalação de módulos de memória de até 256 MB. Apesar de aparentemente a placa-mãe aceitar a capacidade do módulo (128 MB) o problema é que ela não reconhece a densidade dos chips usados (256 Mbits).

Nesse caso, essa placa-mãe só aceitará módulos de 128 MB com pelo menos oito chips e módulos de 256 MB com pelo menos 16 chips.

Como descobrir o Tipo de Memória Instalada no Micro

Você pode detectar qual é o tipo de memória que está instalada em seu micro sem mesmo abri-lo e sem mesmo ter qualquer conhecimento de hardware. Para isso, basta utilizar o excelente programa Hwinfo, que pode ser baixado gratuitamente em http://www.hwinfo.com.

Através desse programa você poderá facilmente identificar se a memória do seu micro é do tipo FPM, EDO, SDRAM, DDR-SDRAM ou RDRAM (Rambus). Além de identificar a memória do micro, esse programa identifica também a marca e o modelo da placa-mãe do micro, o que é sempre uma boa pedida.

Além do tipo, você poderá ainda descobrir detalhes sobre os circuitos de memória em si. Atualmente, o grande dilema de todos os técnicos e usuários é identificar corretamente memórias do tipo SDRAM. Há três características muito importantes que todos nós queremos saber: a freqüência máxima teórica de operação da memória, a freqüência máxima prática de operação da memória (PC66, PC100 ou PC133) e a latência do CAS (CL, CAS Latency).

A freqüência de operação máxima teórica é o valor que vem estampado sobre a memória RAM, de acordo com a tabela a seguir. Entretanto, como as memórias de altas freqüências de operação foram lançadas antes de os processadores que precisariam delas estivessem disponíveis, houve problemas de compatibilidade. Por exemplo, os primeiros módulos -10, apesar de teoricamente conseguirem trabalhar a 100 MHz, faziam com que o micro travasse quando usados com os primeiros processadores lançados com barramento externo de 100 MHz (Pentium II-350 e K6-2-300). Daí surgiu a especificação PC66, PC100 e PC133. Essa especificação diz que a memória é certificada a operar corretamente com processadores de barramento externo de 66 MHz, 100 MHz e 133 MHz, respectivamente.

Valor estampado Freqüência de operação máxima teórica
-15 66 MHz
-12 83 MHz
-10 100 MHz
-8 125 MHz
-75 133 MHz
-7 143 MHz

Já a Latência do CAS (CL) é o tempo que a memória demora para armazenar um dado ou entregar um dado solicitado. Essa característica é medida em pulsos de clock. Quanto menor a latência do CAS, mais rápida é a memória. As memórias SDRAM trabalham com uma latência de CAS de 2 ou 3 pulsos de clock, sendo as memórias com CL=3 as mais comuns no mercado.

Usar o programa Hwinfo para identificar a memória do seu micro é fácil. Basta escolher a opção Main Board Info do menu Info e, em seguida, selecionar Extended Memory Size. O programa irá mostrar uma lista de todos os módulos de memória instalados em seu micro, como mostra a Figura.

Entendendo as Memórias DDR

As memórias DDR-SDRAM, que são as mais usadas hoje em dia, são classificadas de acordo com a velocidade máxima que conseguem operar. Existem as seguintes classificações: DDR200/PC1600, DDR266/PC2100, DDR333/PC2700, DDR400/PC3200, DDR433/PC3500, DDR466/PC3700 e DDR500/PC4000.

O primeiro número indica o clock máximo que a memória suporta. Por exemplo, memórias DDR400 funcionam a, no máximo, 400 MHz. É importante notar que este não é o clock real da memória: o clock real das memórias DDR é a metade do clock rotulado. Assim, as memórias DDR400 operam, na realidade, a 200 MHz.

Já o segundo número indica a taxa de transferência máxima que a memória atinge, em MB/s. As memórias DDR400 transferem dados a, no máximo, 3.200 MB/s, daí a sua classificação PC3200.

O tipo de memória que você precisará para o seu micro depende do processador usado, mais especificamente de seu clock externo. Processadores Athlon XP que rodam externamente a 266 MHz necessitam de memórias DDR266 ou superiores e assim por diante. Já para os processadores Intel a correlação é um pouco diferente porque o clock externo desses processadores é quadruplicado (para descobrir o clock externo real dos processadores Intel, divida-o por quatro). Os processadores Pentium 4 que rodam externamente a 400 MHz necessitam de memórias DDR200 ou superior, os Pentium 4 de 533 MHz necessitam de memórias DDR266 ou superior e os novos Pentium 4 de 800 MHz necessitam de memórias DDR400 ou superior. As memórias DDR433 para cima são usadas somente para overclock, que é a técnica de configurar o processador com um clock maior do que o normal.

Você pode usar memórias inferiores – por exemplo, memórias DDR200 com um Pentium 4 de 533 MHz –, mas você não atingirá todo o desempenho que a sua máquina é capaz de proporcionar.

Para o usuário comum, isso é tudo o que é necessário saber sobre memórias DDR.

Já para o usuário avançado, outra característica entra em cena: a temporização da memória. Duas memórias DDR400 podem ter temporizações diferentes e, com isso, desempenhos diferentes. A temporização da memória é dada através de uma série de números, como, por exemplo 2-3-2-6-T1, 3-4-4-8 ou 2-2-2-5. Estes números indicam a quantidade de pulsos de clock que a memória demora a fazer uma determinada operação. Quanto menor o número, mais rápida é a memória.

As operações que estes números indicam são as seguintes: CL-tRCD-tRP-tRAS-CMD. Para entendê-los, tenha em mente que a memória é organizada internamente em forma de matriz, onde os dados são armazenados na interseção de linhas e colunas.

  • CL: CAS Latency. Tempo demorado entre um comando ter sido enviado para a memória e ela começar a responder. É o tempo demorado entre o processador pedir um dado da memória e ela devolver este dado.
  • tRCD: RAS to CAS Delay. Tempo demorado entre a ativação da linha (RAS) e a coluna (CAS) onde o dado está armazenado na matriz.
  • tRP: RAS Precharge. Tempo demorado entre desativar o acesso a uma linha de dados e iniciar o acesso a outra linha de dados.
  • tRAS: Active to Precharge Delay. O quanto a memória tem que esperar até que o próximo acesso à memória possa ser iniciado.
  • CMD: Command Rate. Tempo demorado entre o chip de memória ter sido ativado e o primeiro comando poder ser enviado para a memória. Algumas vezes este valor não é informado. Normalmente possui o valor T1 (1 clock) ou T2 (2 clocks).
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