País
das Antilhas
É formado por uma grande ilha e por mais de 1.600 ilhotas. As
ilhas menores são pouco habitadas, com exceção da ilha de
Pinos. Havana é a capital e maior cidade do país.
Cuba é uma das mais belas ilhas das Antilhas. Os cubanos chamam
seu país de Pérola
das Antilhas .
Montanhas e colinas cobrem cerca de 1/4 da ilha. O resto de Cuba
consiste sobretudo em suaves elevações e imensas pastagens. Tem
um litoral magnífico, marcado por enseadas profundas, praias
arenosas e coloridos recifes de coral.
Cuba tem uma longa história de luta pela independência e pelas
reformas sociais. Durante quase 400 anos, o país foi dominado
pela Espanha. Durante esse período, muitos cubanos perderam a
vida em revoltas que visavam livrar o país do domínio espanhol.
Em 1898, os Estados Unidos da América ajudaram a derrotar a
Espanha na luta de Cuba pela independência. A Espanha desistiu
então de qualquer reivindicação em relação a Cuba, e um
governo militar dos E.U.A. administrou a ilha até 1902. Na década
de 1930, Cuba passou a ser dominada por um ditador, Fulgencio
Batista. Em 1959, Fidel Castro, juntamente a um grupo de
revoltosos, depôs Batista. Posteriormente, estabeleceram um
governo socialista, com Fidel Castro como primeiro ministro.
Atualmente, o governo cubano está bastante centralizado, e Castro
tem um forte domínio sobre sua política. O governo só permite
um partido político, o Partido Comunista Cubano.
O governo de Castro proporciona muitos benefícios para o povo,
inclusive assistência médica e instrução gratuitas. Por outro
lado, a economia ainda está em fase de desenvolvimento. As
tentativas do governo para aumentar a produção agrícola estão
aos poucos surtindo efeito.
As relações entre Cuba e os E.U.A. tornaram-se tensas logo após
a revolução de Castro. Em 1961, os E.U.A. cortaram relações
diplomáticas com Cuba, mas mantêm uma base naval na baía de
Guantánamo. Os líderes cubanos ressentem-se da presença da
base, mas os norte-americanos se recusam a sair de Guantánamo. Em
1962, os E.U.A. implantaram um bloqueio econômico a Cuba e
expulsaram o país da OEA. Outro fato marcante ocorrido no período
foi a execução do revolucionário "CHE" Guevara, que
juntamente com Fidel Castro tentava implantar uma política de
esquerda na América Latina e em outros continentes.
"CHE" Guevara morreu na Bolívia após tentar dar seqüência
ao movimento revolucionário nesse país. Todos os países
capitalistas adotaram o embargo. O Brasil rompeu relações diplomáticas
com Cuba em 1964. Em 1972, Cuba, grande aliada da U.R.S.S.,
principalmente por sua posição geográfica, ingressou no COMECON
com grandes previlégios comerciais, principalmente na importação
de petróleo.
A economia cubana ficou diretamente ligada ao desenvolvimento soviético,
principalmente pelo vultoso número de importações que a potência
socialista desenvolvia na ilha de Fidel.
A entrada de Mikhail Gorbachev na U.R.S.S., em 1985, proporcionou
radicais cortes na economia de seu país, afetando diretamente as
bases cubanas, principalmente por sua total dependência em relação
aos russos.
A intensificação da crise socialista, principalmente no ano de
1991, através do racionamento de petróleo, proveniente da
U.R.S.S., colocou Cuba em situação delicada, já que neste mesmo
ano a política de segregação econômica à ilha, iniciada pelos
Estados Unidos tornou-se mais dinâmica, obrigando o governo local
a desenvolver normas liberais em relação ao mundo capitalista,
tentando desesperadamente reverter o quadro social.
Em 1996, a situação política entre Cuba e Estados Unidos,
tornou-se mais fragilizada, após a derrubada de aviões civis
norte-americanos por Migs cubanos. Neste mesmo ano, os Estados
Unidos implantam a lei Hellms-Burton que proibiu empresas e países
capitalistas a investirem em Cuba, causando divergências
internacionais, principalmente por parte do Canadá e países da
Europa Ocidental interessados na região.
Fidel Castro tenta hoje, através de uma política diplomática
mundial, reverter os embargos econômicos e retratar o comércio
externo. A visita do Papa João Paulo II à Cuba, no final de
1997, foi vista como um grande avanço em relação à política
externa desenvolvida pelo regime de Fidel Castro.
Governo
De acordo com a Constituição de Cuba, adotada em 1976, o país
é um Estado socialista e uma república
. Pela Constituição
de Cuba, o Partido Comunista "é o mais alto poder do Estado
e da sociedade". O partido é liderado por Fidel Castro e tem
cerca de 200 mil membros.
O Governo cubano tem dois objetivos principais: (1)
desenvolvimento econômico da nação e (2) igualdade econômica
social entre o povo. O desenvolvimento econômico enfrentando
certas dificuldades. Mas, apesar disso, o governo fez muitos
progressos em direção à sua meta de igualdade econômica e
social.
Governo Federal
A mais alta posição no governo de Cuba é a do presidente do
Conselho de Estado, que é tanto chefe de Estado como chefe de
governo. O presidente do Conselho de Estado também preside o
Conselho de Ministros, que promulga leis, dirige as repartições
públicas e conduz a política externa de Cuba. O Conselho de
Estado tem o poder de aprovar leis especiais, chamadas decretos-leis,
quando a legislatura
do país está em recesso. Todos os decretos-leis estão sujeitos
a revisão e aprovação do legislativo.
O legislativo de Cuba é chamado Assembléia Nacional do Povo com
589 membros para um mandato de 5 anos realizando anualmente duas
sessões regulares. Pode também ser chamada a reunir-se em sessões
especiais pelo Conselho de Estado. A Assembléia Nacional elege de
seu quadro os 30 membros do Conselho de Estado, inclusive o
presidente. O presidente, então, com a aprovação da Assembléia
Nacional, indica os membros do Conselho de Ministros.
Governo Estadual
Cuba é dividida em 14 províncias, que por sua vez são
subdivididas em cerca de 170 municipalidades.
Uma dessas municipalidades, a ilha de Pinos, não pertence a
qualquer província e fica sob a responsabilidade direta do
governo federal. Cada província e municipalidade sua própria
assembléia, que promulga leis locais e administradores.
Os cidadãos cubanos acima de 16 anos têm o direito de votar. O
povo elege os membros das assembléias municipais para mandatos de
dois anos e meio. As assembléias municipais de uma província
elegem os delegados da assembléia provincial. Alguns delegados
provinciais também se tornam deputados da Assembléia Nacional.
Judiciário. A
Corte Suprema do Povo é a mais alta corte de Cuba. A Constituição
estipula o estabelecimento de cortes adicionais e a eleição de
juízes pela assembléia naval, provincial ou municipal da área
na qual a corte tem jurisdição.
Forças Armadas
Cuba tem um dos mais numerosos e bem equipados exércitos da América
Latina. Cerca de 200 mil homens servem nas forças regulares do país,
e aproximadamente 100 mil homens e mulheres pertencem à reserva
do Exército cubano. As Forças Armadas realizam muitos serviços
que não são de caráter militar, como ajudar na colheita da
cana-de-açúcar e na limpeza dos campos de cultivo. Os cubanos são
obrigados a um serviço militar de três anos após ter sido
completada a idade de 15 anos, a menos que se apresentem
voluntariamente para trabalhar em atividades agrícolas.
Povo
População e Descendência
Cuba tem uma população mais de 11.100.000 habitantes. Cerca de
3/5 população vivem nas cidades. Havana, a capital e maior
cidade do país, tem mais de dois milhões de habitantes. Outra
cidade, Santiago de Cuba, tem mais de 400 mil habitantes.
Mais de 500 mil cubanos deixaram o país desde a revolução de
1959. A grande maioria dessas pessoas era composta por
comerciantes, funcionários públicos e profissionais liberais.
Quase todos mudaram-se para os E.U.A., mas alguns se estabeleceram
no México, em Porto Rico e na Espanha.
De acordo com registros cubanos, cerca de 75% da população é
formada por brancos de origem espanhola. Quase todo o resto da
população é de negros e mulatos. Mas muitos habitantes
registrados como brancos são de descendência mestiça. A maioria
dos cubanos fala espanhol, mas algumas pessoas, especialmente nas
cidades, também falam inglês. Alguns negros também falam uma língua
africana chamada ioruba
.
Modo de Vida
Mais de 40% dos cubanos vivem no setor rural. Muitos deles são
pobres. Antes da revolução de Castro, o governo de Cuba
empregava grande parte dos recursos econômicos do país para
tornar Havana um dos mais luxuosos e procurados centros turísticos
do mundo. Mas pouco foi feito para melhorar o nível de vida nas
zonas rurais, onde muitas pessoas viviam de raízes, cana-de-açúcar
e outras plantas. Atualmente, o governo de Castro desviou sua atenção
de Havana e despende enormes somas para fornecer alimento, moradia
e instrução para as populações rurais.
Cuba sofre de uma enorme falta de habitações. O governo
construiu muitas habitações, mas ainda não conseguiu atender à
demanda.
Embora alguns alimentos sejam racionados, os cubanos alimentam-se
relativamente bem. As crianças recebem um litro de leite por dia,
e os trabalhadores têm, diariamente, uma ou duas refeições grátis
em seus empregos.
Os cubanos têm um enorme amor à pátria e às suas tradições.
Além disso, o governo incentiva entre o povo um forte sentimento
de nacionalismo. Em todo o território cubano encontram-se
cartazes imensos e anúncios luminosos com o lema Patria
o Muerte
, Venceremos
(Pátria ou Morte,
Venceremos).
A maioria dos cubanos gosta de cantar e dançar, especialmente a
alegre música folclórica da ilha. As danças populares de Cuba
incluem o chá-chá-chá, o mambo e a rumba. Os cubanos são também
grandes apreciadores dos esportes. Entre os seus favoritos
destacam-se o beisebol, o basquete, a natação e as corridas a pé.
Educação
As leis cubanas exigem que as crianças freqüentem a escola pelo
menos por seis anos. O ensino é controlado pelo governo e é
gratuito. Milhares de estudantes freqüentam as escolas primárias
e secundárias. Aproximadamente 35 mil jovens ingressam nas três
universidades nacionais, localizadas em Havana, Santa Clara e
Santiago de Cuba.
O governo estabeleceu vários programas de educação para
adultos. No início da década de 1960, recrutou estudantes para
alfabetizar os cubanos que não sabiam ler e escrever.
Posteriormente, foram criados outros projetos educacionais, que
aumentaram muito o número de cubanos que chegavam a terminar a
escola primária. Muitos adultos freqüentam escolas noturnas e
cursos profissionalizantes.
Religião
A grande maioria dos cubanos é católica. Mas a religião nunca
foi importante em Cuba e poucas pessoas freqüentam a igreja
regularmente. O governo tomou conta de quase todas as escolas que
eram dirigidas por religiosos.
Alguns cubanos são adeptos da santería
, uma religião que
mistura ritos tribais africanos com cerimônias católicas. Os
cubanos que seguem esta religião consideram-se católicos.
Acreditam que os santos católicos representam os deuses
africanos. Outras religiões que têm alguns seguidores em Cuba são
a episcopal, a das testemunhas de Jeová e a metodista.
Artes
O governo cubano dá grande apoio financeiro às artes e patrocina
balés, peças teatrais e outras atividades culturais, que são
oferecidas gratuitamente ao povo. O governo também proporciona
bolsas de estudo aos jovens talentosos no Cubanacan, um centro de
belas-artes em Havana. A Casa
das Américas ,
uma companhia editora do governo, é o centro da atividade literária.
Publica uma revista literária e romances, livros de poesia e
livros didáticos. Faz anualmente um concurso literário com
participação de representantes de todos os países da América
Latina.
As obras de muitos grandes escritores cubanos atacaram a injustiça
política e social. No séc. XIX, a luta de Cuba pela independência
do domínio espanhol serviu de inspiração para José Martí e
Rafael Mendive. No séc. XX, o poeta Nicolás Guillén, o
romancista Alejo Carpentier e outros escritores descreveram os
sofrimentos das classes mais baixas. Também nesse século,
Fernando Ortiz tornou-se famoso por seus ensaios sobre a cultura
africana e as indústrias do açúcar e do fumo. Desde a revolução
de Castro, vários jovens escritores tornaram-se conhecidos.
Entre esses destacam-se o poeta Herberto Padilla e o romancista
Edmundo Desnoes. O governo impõe poucas restrições aos autores
cubanos. Mas muitos cubanos ligados ao governo criticaram a falta
de temas revolucionários na obra dos escritores.
No séc. XX, escultores e pintores cubanos produziram obras de
destaque. Dentre os escultores mais conhecidos incluem-se Teodoro
Ramos Blanco e Juan José Sicre. Os pintores tornaram-se
conhecidos por suas paisagens e retratos da vida cotidiana,
destacando-se Wilfredo Lam e Cundo Bermúdez.
Os compositores cubanos demonstram influências tanto africanas
quanto européias. Para obter o ritmo peculiar da música cubana,
utilizam campainhas, garrafas, castanholas e tambores. Dentre os
compositores famosos do séc. XX destacam-se José Ardévol e
Alejandro García Caturla.
A
Terra
Cuba fica situada cerca de 140km ao sul de Key West, na Flórida.
A ilha de Cuba é a maior e mais ocidental das Antilhas. O arquipélago
cobre uma área de 114.524km².
Relevo
Cuba tem uma paisagem variada. Montanhas e colinas cobrem cerca de
1/4 da ilha. O restante consiste principalmente em elevações
suaves, planícies onduladas e enormes e férteis vales.
Tem três cadeias principais de montanhas: a serra dos Órgãos, a
noroeste; a serra de Trinidad, ao centro; e a serra Maestra, a
sudeste. O ponto culminante de Cuba com 1.994m, é o pico Turquino,
na serra Maestra. Densas florestas de pinheiros cobrem as regiões
montanhosas do sudeste de Cuba.
Entre as cadeias de montanhas existe excelente terra agrícola, além
de verdes pastagens. O solo fértil consiste principalmente em
barro vermelho. No centro e no oeste de Cuba existem áreas
arenosas. Ao longo do litoral, encontram-se faixas de planícies e
alagados. Na parte central de Cuba existem algumas colinas de
pedra calcária e grandes cavernas.
Rios
Cuba tem mais de 200 rios e riachos. Em sua maioria são de
pequena extensão, estreitos e pouco profundos, não permitindo a
navegação. O rio mais extenso, o Cauto, corre por cerca de 240km
através do sudeste do país. É navegável em apenas 121km.
Muitos rios e riachos das regiões montanhosas têm quedas-d'água.
Litoral e Ilhas
O litoral cubano tem 3.380km de extensão. É marcado por enseadas
profundas e praias arenosas recortadas por recifes de coral e
escarpas. Existem cerca de 200 baías ao longo da costa; quase
todas têm entradas estreitas que protegem a área interna contra
ventos e ondas grandes baías mais importantes são as de Havana e
Nuevitas, e no litoral sul as de Cienfuegos, Guantánamo e
Santiago de Cuba.
Mais de 1.600 ilhotas circundam a ilha de Cuba. A maior, ilha de
Pinos, fica situada a cerca de 64km ao largo da costa sudoeste.
Tem uma área aproximada de 3.056km². A ilha é coberta por
florestas ao norte e ao sul, e por pântanos no centro.
Clima
Cuba fica situada na região tropical setentrional e tem um clima
semitropical. A fresca brisa marítima do nordeste no verão, e os
ventos quentes do sudeste, no inverno, proporcionam à ilha um
clima ameno durante todo o ano. A temperatura varia de 21°C no
inverno a 27°C no verão No interior existe uma variação mais
acentuada na temperatura do que no litoral, embora raramente vá
abaixo de 10°C no inverno e acima de 32°C no verão. Às vezes
ocorrem geadas nas montanhas.
Cuba tem uma estação seca e uma estação de chuvas. A estiagem
vai de novembro a abril e a época das chuvas, de maio a outubro.
O país tem uma média pluviométrica de 1.370mm por ano. Durante
o verão são freqüentes os fortes temporais. Cuba atravessa períodos
ocasionais de seca durante os quais a chuva não é suficiente
para produzir bastante sumo na cana-de-açúcar. O açúcar é
proveniente deste sumo.
Violentos furacões atingem a ilha com freqüência, em particular
na metade ocidental, durante agosto, setembro e outubro. Às vezes
os fortes ventos destroem casas e colheitas, produzindo ondas
imensas que inundam as planícies costeiras.
Economia
O governo é responsável pelo planejamento e controle da economia
de Cuba. É proprietário de todas as indústrias, bancos e
pequenas empresas comerciais, além de 70% das terras destinadas
à agricultura. O restante dessas terras é de propriedade
privada.
No início da década de 1960, o governo começou um programa de
industrialização do país. Esse programa teve um sucesso apenas
parcial, devido à falta de fundos e de matéria-prima. O governo
então voltou-se para a agricultura, especialmente para a produção
de açúcar. Em 1972, Cuba passou a integrar o mercado comum
comunista, conhecido como COMECON, e tornou-se muito dependente da
União Soviética. Durante o governo do presidente Mikhail
Gorbachev, houve uma redução da cooperação soviética, que se
extinguiu em 1991, com a dissolução da U.R.S.S.
Atualmente, Cuba tenta melhorar sua economia criando zonas francas
e investindo no turismo. A visita do Papa João Paulo II a Cuba,
em 1998 serviu para melhorar a imagem de Cuba em relação aos
E.U.A. e ao Mundo Capitalista.
Recursos Naturais. Cuba
tem um solo fértil e grandes depósitos minerais. O melhor solo
fica no centro da ilha, onde os agricultores plantam frutas cítricas,
arroz, cana-de-açúcar, verduras e legumes.
A mineração é uma indústria em crescimento no país. Todas as
minas e reservas minerais são de propriedade do governo. O barro
vermelho, encontrado em todo o país, é empregado no fabrico de
tijolos, telhas e manilhas. Uma das maiores reservas de minério
de níquel do mundo é encontrada no nordeste de Cuba. O país
também possui grandes depósitos de pedra calcária. usada no
fabrico de cimento e de fertilizantes. Outros minerais encontrados
em Cuba são a cromita, o ferro e o manganês.
Agricultura
O governo controla todo o setor agrícola. Dirige muitas grandes fazendas
estatais,
onde os agricultores recebem salários do governo. Muitas dessas
fazendas eram estâncias de propriedade de companhias
norte-americanas, até que o governo de Castro tornou-as estatais
entre 1959 e 1960. Os fazendeiros que retêm propriedades agrícolas
privadas recebem auxílio financeiro do Estado e vendem suas
colheitas ao governo. Essas fazendas não podem ter mais de 67ha.
Há muito tempo a cana-de-açúcar é o principal produto agrícola
de Cuba. É cultivada em toda a ilha, mas as maiores plantações
estão situadas na região leste de Cuba. O tabaco, o segundo mais
importante produto agrícola da ilha, vem principalmente do
distrito de Vuelta Abajo, no noroeste de Cuba. Entre outros
produtos agrícolas estão a banana, frutas cítricas, café,
abacaxi, arroz e legumes. A criação de gado vem crescendo em
decorrência do programa agropecuário do governo.
Indústria
Antes da revolução de Castro, as companhias norte-americanas
eram proprietárias de quase todas as indústrias cubanas, e a
maior parte da maquinaria das fábricas e da matéria-prima vinha
de fornecedores dos E.U.A. Em 1960, o governo estatizou todas as
indústrias de propriedade norte-americana. Os E.U.A. então
romperam relações diplomáticas e comerciais com o governo
cubano, em 1961. Desde então, o país vem dependendo da U.R.S.S.
e de outras nações para suprir as necessidades de sua indústria.
Na década de 1960, houve uma queda na produção das duas mais
importantes indústrias de Cuba: a refinação de açúcar e a
manufatura de tecidos. Mas a produção de cimento, implementos
agrícolas, fertilizantes e peças de maquinaria aumentou. Outras
mercadorias importantes de fabricação cubana são o rum e os
produtos derivados do tabaco. Desde a revolução de 1959, mais de
350 represas foram construídas para irrigação e energia elétrica.
Também foram construídas novas usinas de açúcar. Atualmente,
as principais indústrias cubanas são: alimentícias, tabaco,
maquinaria e química.
Pesca
A indústria pesqueira de Cuba está crescendo rapidamente. Mais
de 350 barcos compõem a frota pesqueira de propriedade do Estado.
O governo também organizou cooperativas
de pesca,
nas quais os associados têm participação nos lucros. Os mais
importantes portos de pesca de Cuba são os de Caibarién,
Cienfuegos e Havana mais de 90 mil toneladas são pescadas todos
os anos.
Comércio
As importações de Cuba ainda excedem suas exportações. Desde o
início da década de 1960 até à época da redução do apoio
sovético à Cuba iniciado no governo Gorbatchev, a U.R.S.S.
emprestava à Cuba mais de 350 milhões de dólares por ano para
que o país enfrentasse o desequilíbrio entre suas importações
e exportações.
As maiores exportações de Cuba são de açúcar e de minério de
níquel. O país também exporta rum e tabaco e seus derivados. As
maiores importações de Cuba são maquinaria, petróleo e seus
derivados. Os principais parceiros comerciais de Cuba atualmente são:
México, Canadá, Reino Unido, China, Alemanha e Itália.
Transporte e Comunicação
Cuba tem mais de 13 mil quilômetros de estradas, sendo que a
principal, a rodovia Central, tem 1.136km de extensão, indo de
Pinar del Rio a Santiago de Cuba.
O país possui mais de 17.700km de estradas de ferro, mas cerca de
65% delas consistem apenas em pequenos ramais que ligam as usinas
de açúcar às linhas principais. A linha aérea do Estado, a
Cubana, voa por todo o país e ainda faz alguns vôos
internacionais. O aeroporto internacional José Martí é o maior
do país.
O telégrafo e as linhas telefônicas ligam as principais cidades
cubanas. Há carência de telefones particulares, mas o governo
instalou postos telefônicos gratuitos em muitas cidades.
História
Os Primórdios
Cristóvão Colombo descobriu Cuba em 1492 e reivindicou-a para a
Espanha. Em 1511, chegaram os primeiros colonizadores espanhóis e
logo Cuba tornou-se uma das mais prósperas colônias das
Antilhas. Muitos colonizadores dedicaram-se à agricultura.
Criaram grandes plantações de açúcar e de tabaco, forçando os
índios nativos a trabalhar nos campos. Muitos desses índios
morreram devido a doenças e maus tratos. Quando a população indígena
começou a diminuir, os espanhóis passaram a importar escravos
africanos. A primeira leva de escravos negros chegou a Cuba em
1517.
De meados do séc. XVI até o final do séc. XVIII, foi lento o
desenvolvimento de Cuba. O litoral era freqüentemente assolado
por piratas e muitos colonos foram para a América do Sul.
No final do séc. XVIII, Cuba prosperou outra vez. Havana
tornou-se um centro de comércio na medida em que seu porto se
transformou em estaleiro e base naval. A produção de açúcar e
de tabaco aumentou, e Cuba começou a vender seus produtos às colônias
britânicas da América do Norte.
Os donos das plantações de Cuba aumentavam cada vez mais sua
importação de escravos africanos no final do séc. XVIII e início
do séc. XIX. Muitos fazendeiros tratavam seus escravos
brutalmente. Em 1812, um grupo de escravos, chefiados por José
Antônio Aponte, planejou um levante, mas os espanhóis
descobriram o plano e enforcaram Aponte e seus seguidores.
A Luta Contra a Espanha
Durante o séc. XIX, vários grupos de cubanos planejaram revoltas
contra o domínio espanhol em seu país. Em 1821, José Francisco
Lemus organizou o primeiro movimento revolucionário importante,
mas este foi derrotado em 1826. Aproximadamente na mesma época.
Simón Bolívar, general sul-americano, e vários líderes
mexicanos organizaram um exército para invadir Cuba e Porto Rico,
e libertá-los do domínio espanhol. Os E.U.A. declararam que
apoiariam a Espanha contra os invasores, de modo que os líderes
militares desistiram de seus planos.
Em meados do séc. XIX, alguns cubanos e norte americanos apoiaram
um movimento para anexar Cuba aos E.U.A. Em 1844 ocorreu uma
revolta de escravos em Cuba. Os donos de escravos de Cuba e dos
E.U.A., temendo que a Espanha acabasse com a escravatura em Cuba,
deram apoio ao movimento de anexação. Outros grupos em Cuba e
nos E.U.A. eram a favor do domínio dos norte-americanos em Cuba
por razões econômicas e militares. Os E.U.A. fizeram várias
ofertas para comprar Cuba, mas a Espanha recusou-as.
A luta de Cuba contra o domínio espanhol levou à Guerra dos Dez
Anos. Em 1868, Carlos de Céspedes, um próspero fazendeiro,
liderou um grupo revolucionário que exigia a independência do país
e a abolição da escravatura. A Espanha rejeitou as solicitações
do grupo e seguiu-se a luta. A guerra terminou com a assinatura do
Pacto de Zanjón, em 1878. Este tratado prometia a abolição
gradual da escravatura e reformas políticas.
Em 1886, foi abolida a escravatura em Cuba, mas muitos cubanos
ainda desejavam a independência de seu país. Uma revolução,
liderada por José Martí, foi deflagrada em 1895. Milhares de
cubanos morreram na luta. Mas, em 1898, a Espanha só tinha sob
seu domínio algumas cidades importantes da costa.
O presidente William McKinley, dos E.U.A., achava que a luta na
ilha ameaçava interesses norte-americanos. Assim, comunicou ao
governo espanhol que ou a Espanha esmagava a revolução ou abria
mão de Cuba. Em fevereiro de 1898, o navio de guerra
norte-americano Maine,
que fora enviado a Havana para proteger os norte-americanos que
estavam em Cuba, explodiu misteriosamente. Os E.U.A. culparam a
Espanha pela explosão e, em abril, declararam guerra à Espanha.
Por essa razão, a luta de Cuba pela independência tornou-se
conhecida como Guerra Hispano-Americana. Em agosto, os espanhóis
renderam-se. De acordo com o Tratado de Paris, assinado em 10 de
dezembro, a Espanha abriu mão de seus direitos sobre a ilha, e os
E.U.A. estabeleceram um governo militar em Cuba. A presença de
forças dos E.U.A. enfureceu muitos cubanos e norte-americanos.
Governo dos Estados Unidos da América
Cuba experimentou algum desenvolvimento sob o governo militar dos
E.U.A. O general Leonard Wood governou Cuba de 1899 a 1902. Deu início
a um importante programa de obras públicas.
Durante anos, Cuba fora assolada por uma moléstia terrível: a
febre amarela. Em 1881, Carlos Finlay, um médico cubano, declarou
que a doença era transmitida por mosquitos. Em 1900, uma comissão
do exército norte-americano em Cuba provou que Finlay estava
certo, e teve início uma campanha para eliminação dos mosquitos
e erradicação da moléstia.
Havia, porém, forte pressão do povo cubano no sentido de sua
independência imediata. Em 1901, foi aprovada uma constituição
à qual era anexada - por insistência dos E.U.A. - a emenda Platt.
Essa emenda limitava a independência de Cuba, permitindo que os
E.U.A. interferissem em seus negócios. A emenda permitia também
que os norte-americanos adquirissem ou arrendassem território
cubano para instalação de bases navais. Em 1903, um tratado
assinado entre Cuba e os E.U.A. dava aos norte-americanos o
direito de uso permanente da baía de Guantánamo, onde os E U.A.
iniciaram a construção de uma enorme base naval.
Em 1902, o povo cubano elegeu Tomás Estrada Palma como primeiro
presidente da República de Cuba, e as tropas norte-americanas
deixaram o país. Mas retornaram em 1906, quando uma crise política
de oposição ao governo de Palma transformou-se em rebelião.
Seguiu-se uma administração norte-americana, de caráter misto -
civil e militar -, liderada por Charles E. Magoon, que governou
Cuba de 1906 a 1909.
A Segunda República. Em 1909, após a retirada das tropas
norte-americanas, inaugurou-se em Cuba uma nova fase republicana.
Mas o novo governo pouco fez em favor das classes menos
favorecidas. Em 1912, houve um levante de negros. Em 1917, uma
revolta dos trabalhadores ameaçou destruir as usinas de açúcar.
Empresas norte-americanas eram proprietárias de muitas usinas,
plantações e outros negócios em Cuba. Em ambos os conflitos, os
E.U.A. enviaram tropas para proteger suas propriedades.
Em 1924, o povo cubano elegeu Gerardo Machado para presidente.
Durante sua campanha, Machado atacara a emenda Platt e prometera
reformas radicais. Mas, após eleger-se, Machado governou como
ditador. Em julho de 1933, uma revolta armada forçou Machado a
renunciar à presidência. Dois meses mais tarde, um sargento do
Exército, Fulgencio Batista, e um grupo de estudantes e
professores universitários derrubaram o novo governo. Nomearam
uma comissão de cinco membros, encabeçada por Ramón Grau San
Martín, para governar o país.
O governo de Grau San Martín pretendia reduzir a influencia
dos E.U.A. em Cuba e fazer mudanças de longo alcance. Os E.U.A.
consideraram excessivos os projetos cubanos e recusaram-se a
apoiar o novo governo.
A Era de Batista
Batista sentiu que a melhor maneira de chegar ao poder era obter o
apoio dos E.U.A. Em 1934 depôs Grau San Martín da presidência.
Até 1940, Batista governou Cuba como ditador através de
presidentes que eram chefes do governo apenas na aparência. Os
E.U.A. apoiaram o governo de Batista. Em 1934, E.U.A. e Cuba
assinaram um tratado que cancelava a emenda Platt exceto no que
dizia respeito ao arrendamento da baía de Guantánamo.
Em 1940, os cubanos adotaram uma nova constituição e elegeram
Batista para presidente. A Constituição impedia que Batista se
candidatasse à reeleição em 1944, e Grau San Martín voltou a
ser presidente. Foi sucedido, em 1948 por Carlos Prío Socarrás.
Em 1952, Batista derrubou o governo de Prío e tornou-se ditador
mais uma vez. O governo Batista promoveu o desenvolvimento da indústria
leve e incentivou as companhias estrangeiras a instalarem seus negócios
em Cuba. Batista também criou serviços públicos muito necessários.
Mas a maioria dos cubanos continuava a viver na pobreza.
A Revolução de Castro
Em 26 de julho de 1953, Fidel Castro, um jovem advogado, tentou
derrubar Batista pelas armas, atacando a fortaleza de Moncada, em
Santiago de Cuba. Castro e muitos de seus companheiros foram
capturados e presos. Quando Castro foi solto, em 1955, dirigiu-se
para o México. Lá, organizou o Movimento
de 26 de Julho,
um grupo de revoltosos que recebeu este nome em homenagem ao
primeiro ataque realizado por Castro. Em dezembro de 1956, o
pequeno grupo de Castro invadiu Cuba. Quase todos morreram logo,
mas Castro e 11 outros escaparam e refugiaram-se na serra Maestra,
onde organizaram um grupo de guerrilheiros com o propósito de
realizar ataques de surpresa contra as forças de Batista.
Em 1957, os rebeldes de Castro começaram a atacar forças do Exército,
explodir pontes e vias férreas. As tentativas do governo para
sufocar a rebelião fizeram aumentar o apoio do povo aos rebeldes.
Em meados de 1958, os cubanos não mais confiavam no governo de
Batista. Em 1.° de janeiro de 1959, Batista fugiu do país, e as
forças de Castro tomaram o governo. Posteriormente, Castro
tornou-se primeiro-ministro de Cuba e Manuel Urrutia foi nomeado
presidente. Os líderes revolucionários desmantelaram a estrutura
política e militar do governo de Batista. Muitos políticos e
oficiais do Exército do antigo regime foram julgados e
executados.
Relações com os Estados Unidos da América. A princípio, os
E.U.A. apoiaram o governo de Castro mas os líderes revolucionários
não aceitaram esse apoio. Em 1959 e 1960, o governo cubano
nacionalizou as plantações de açúcar e fazendas de criação
de gado que até então eram de propriedade de cidadãos
norte-americanos. Com isso as relações entre os dois países
deterioraram-se sensivelmente.
Imediatamente após a revolução, muitos cubanos que eram contrários
a Castro deixaram o país. Grande parte deles mudou-se para os
E.U.A. No final de 1959, um grupo desses exilados fretou aviões
norte-americanos e voou sobre Cuba, jogando panfletos contra
Castro e pequenas bombas incendiárias. Os líderes cubanos
criticaram os E.U.A. por não impedir esses vôos. O governo de
Castro tornou-se ainda mais hostil em relação ao governo
norte-americano quando nações da Europa ocidental, sob pressão
dos E.U.A., recusaram-se a vender armas a Cuba. Os cubanos
voltaram-se então para a U.R.S.S., em busca de ajuda econômica e
militar. Em fevereiro de 1960, os dois países assinaram o
primeiro acordo comercial.
Em junho de 1960, o governo de Castro nacionalizou também as
refinarias de petróleo norte-americanas existentes em Cuba. Os
E.U.A. cessaram de comprar açúcar cubano. Em represália, Castro
tornou propriedade do Estado as companhias norte-americanas que
ainda restavam em Cuba. Em janeiro de 1961, os E.U.A. romperam
relações diplomáticas com Cuba.
A Invasão da Baía dos Porcos
Em abril de 1961, exilados cubanos invadiram a ilha na baía dos
Porcos, no litoral sul. Haviam recebido a promessa dos E.U.A. de ação
militar direta, inclusive cobertura aérea, para garantir o
sucesso da invasão. O presidente John F. Kennedy aprovara a invasão,
mas recusara-se a enviar ajuda militar. As forças de Castro
esmagaram a invasão e capturaram quase todos os exilados.
Posteriormente, seu governo libertou muitos dos exilados
capturados, deixando-os voltar para os E.U.A., em troca de
suprimentos não-militares.
A Crise Cubana dos Mísseis
Em 1962, os líderes cubanos estavam convencidos de que os E.U.A.
planejavam um ataque a Cuba. Solicitaram então maior ajuda
militar à U.R.S.S. Os soviéticos atenderam à solicitação
cubana enviando mísseis e material para a construção de estações
de lançamento. Em outubro, os E.U.A. tomaram conhecimento de que
Cuba possuía bases de mísseis que podiam realizar ataques
nucleares a cidades norte-americanas. O presidente Kennedy ordenou
um bloqueio naval para sustar o envio de armas e exigiu que a
U.R.S.S. removesse mísseis e bases de Cuba. Durante vários dias,
o mundo esteve à beira da guerra nuclear. Finalmente, a U.R.S.S.
atendeu as solicitações de Kennedy em troca de uma promessa dos
E.U.A de não atacar Cuba. A U.R.S.S. removeu as armas sob
protesto de Castro.
Cuba Atual. Em
1970, autoridades norte-americanas acusaram a U.R.S.S. de estar
construindo uma base de submarinos em Cuba que poderia colocar em
perigo a segurança norte-americana. A U.R.S.S. negou a acusação,
e as autoridades norte-americanas não ofereceram provas cabais
para apoiar as acusações.
Castro tentou espalhar a revolução pela América Latina e deu
ajuda militar a grupos de guerrilheiros em vários países
latino-americanos. Mas as guerrilhas não foram bem sucedidas. Che
Guevara, um dos líderes da revolução de Castro, foi morto numa
operação de guerrilha na Bolívia em 1967. Desde então, o
governo cubano vem diminuindo a ajuda militar aos grupos de
guerrilheiros. Em 1975, Cuba enviou tropas a Angola, na África,
para ajudar o partido do presidente Agostinho Neto, M.P.L.A., a
consolidar a independência do país.
Em fevereiro de 1976, o povo cubano foi às urnas para adotar uma
nova constituição. Desde 1959, o país havia sido governado por
um Conselho de Ministros encabeçado por Fidel Castro como
primeiro-ministro. O conselho governava por decreto.
A Constituição de 1976 criou uma Assembléia Nacional para fazer
as leis e um Conselho de Estado, cujo presidente seria o chefe de
Estado. A Constituição entrou em vigor no final de 1976, quando
Castro foi nomeado presidente do Conselho de Estado.
Vários países latino-americanos reataram relações com Cuba após
a permissão da O.E.A. em 1975. Em 1979, Havana foi sede da VI
Conferência dos Países Não-Alinhados.
Após a enorme ajuda soviética à ilha de Fidel, no início da década
de 80, claros sinais de decadência econômica estremeceram a
situação interna cubana, principalmente devido à queda do
fornecimento de petróleo por parte da União Soviética, vital
para sua economia. O governo cubano foi obrigado, então, a adotar
medidas de reaproximação com os países capitalistas, sobretudo
através dos investimentos relacionados ao turismo e à entrada de
capital estrangeiro no país.
Após a crise iniciada em 1985, com o governo de Mikhail Gorbachev,
Cuba foi obrigada a realizar reformas políticas e econômicas
como as que ocorreram na ex-U.R.S.S. Em 1991, os E.U.A.
intensificaram o radical embargo a Cuba, piorando mais ainda a
situação interna, já que a ajuda da ex-U.R.S.S. diminuíra
claramente. Na atualidade, Cuba promove uma política econômica
de participação externa em diversos setores e tenta uma
reaproximação com os principais países capitalistas, inclusive
os E.U.A. Fidel Castro vem demonstrando uma política mais
liberal, mesmo mantendo os critérios básicos de sua política
interna.
Para atrair o capital estrangeiro e conquistar credibilidade no
comércio internacional, Fidel Castro abriu as portas da economia
cubana. As medidas adotadas no país como isenção de impostos, mão-de-obra
e mercado consumidor garantidos têm atraído investidores de todo
o mundo e mudado a visão dos outros países em relação à Cuba.
O
PAÍS EM RESUMO
Capital: Havana
Língua Oficial: Espanhol
Forma de Governo: República socialista
Área: 110.922km². Maiores
Distâncias -
noroeste-sudeste, 1.221km; norte-sul, 217km. Litoral
-
3.380km.z
Relevo: Ponto
Culminante -
pico Turquino, 1.994m. Ponto
Mais Baixo -
nível do mar.
População: 11.100.000 hab.;
densidade, com mais ou menos 100 hab /km².
Principais
Produtos: Agropecuária
- abacaxi, café,
cana-de-açúcar, frutas cítricas, gado, tabaco, verduras. Indústria
- açúcar refinado,
charutos, cigarros, cimento, fertilizantes, rum, tecidos. Mineração
- cromita, ferro,
manganês, níquel, pedra calcária.
Hino Nacional: "La
Bayamesa "
Data Nacional: Dia
26 de julho, em comemoração ao ataque de Fidel Castro à
fortaleza de Moncada.
Moeda: Unidade
Básica - peso cubano.
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