A entrevista
É muito importante que você esteja bem
preparado para uma entrevista de emprego. De modo algum, você pode
"cair de pára-quedas" em uma reunião tão importante. Ou
você agrada, ou está fora! Seguindo as regras que a equipe do iJobs
listou abaixo, as suas chances de obter o emprego aumentarão
consideravelmente:
-
Seja sempre positivo;
-
Analise bem as ofertas antes de dizer não. Saiba considerar;
-
Não faça comentários negativos a respeito dos ex-empregadores;
-
Responda sempre sob o ponto de vista das empresas;
-
Demonstre entusiasmo;
-
Não seja vago;
-
Seja pontual, apresentando-se com alguns minutos de antecedência
ao horário marcado;
-
Vista-se de maneira sóbria e elegante. Seja formal, tenha os
cabelos aparados e bem cuidados e, no caso das mulheres, use
maquiagem leve;
-
Pratique as respostas para as perguntas mais comuns, tais
como: "Quanto você quer ganhar?" e "Por que deixou
seu emprego anterior?";
-
Nunca minta;
-
Cumprimente o entrevistador com firmeza e confiança;
-
Controle a sua ansiedade;
-
Sente-se com uma postura adequada;
-
Concentre sua atenção no entrevistador. Escute o que ele
tem a dizer e responda à medida que for sendo questionado, de
forma coerente e segura;
-
Deixe em casa cigarros, chicletes e balas;
-
Mostre interesse em conhecer as regras da empresa;
-
Seja você mesmo;
-
Mantenha a objetividade e afaste sinais de desânimo ou
abatimento;
-
Lembre-se do velho ditado "a primeira impressão é a
que fica", pois raramente surgirá uma segunda oportunidade
para desfazer uma má impressão.
Fonte: Consultores em Recursos Humanos
O
terror da entrevista...
(e como vencê-lo)
As
estratégias para você dar um show na conversa cara a cara e
conquistar a grande chance de sua carreira
Por Dalen
Jacomino
O s holofotes estão sobre você. Seu coração
dispara. As mãos tremem. A garganta seca. A memória entra em
curto-circuito. Do outro lado da mesa, o todo-poderoso: o
entrevistador, que disseca você de cima a baixo, do sapato ao corte
de cabelo. E logo em seguida dispara as primeiras bombas:
- O que você pode fazer por esta empresa? Por que
deveríamos contratá-lo?
- Onde você se vê em cinco anos?
- Agora me diga: está faltando luz de manhã. Você
sabe que tem 12 meias pretas e 8 azuis. Quantas meias precisa tirar da
gaveta para ter um par perfeito?
Calma. A entrevista de emprego não precisa ser um
pesadelo, nem uma sessão de tortura. A entrevista é, sim, o momento
mais importante e decisivo no processo de contratação. Para
conseguir uma posição em qualquer empresa deste planeta, você terá
de enfrentar pelo menos uma entrevista. Hoje em dia, um candidato
passa, em média, por três ao pleitear um cargo. Essa é, portanto, a
hora de convencer seu interlocutor de que você é a pessoa certa para
a vaga, de que é perfeito para o papel. É a grande oportunidade de
mostrar que seus valores e planos têm tudo a ver com os valores e
metas da empresa. E mais: é o momento precioso e talvez único de você
conhecer melhor a companhia na qual pretende passar os próximos anos
de sua vida. "O choque entre a cultura da empresa e a do
profissional é o principal motivo de mais de 90% das contratações
malsucedidas", afirma Gladys Zrncevich, consultora da Korn/Ferry,
uma das maiores empresas de headhunting do mundo. Portanto, se você não
quer ser o personagem principal de uma contratação fracassada, tem
de entender que a entrevista é a hora de vender seu peixe. É também
a oportunidade de avaliar a empresa e checar se realmente aquele é o
lugar certo para você crescer como profissional.
Por ser uma via de mão dupla, uma boa
entrevista não depende somente de sua alta performance. Depende também
da atuação do entrevistador.
Eis o primeiro problema: o mercado está repleto de
entrevistadores despreparados para avaliar candidatos. A maioria deles
tira conclusões precipitadas sobre seus entrevistados. "Conheci
um executivo que decidia se ia contratar o candidato pela intensidade
e duração do aperto de mão logo no início da entrevista",
afirma Neusa Lopes, que há 18 anos atua na área de recursos humanos
e hoje está no RH da Tecnol, fabricante de armação para óculos, de
Campinas, interior de São Paulo. Segundo o especialista em recursos
humanos Paul Taffinder, sócio da consultoria Accenture (antiga
Andersen Consulting), a maioria dos executivos decide se aprova ou não
o candidato nos primeiros 2 minutos de conversa e depois passa o resto
do tempo tentando se convencer da decisão inicial. Sem falar no fato
de que pouquíssimos entrevistadores estão realmente preocupados em
apresentar a empresa ao candidato. "Não basta o profissional ser
brilhante e competente, é preciso haver afinidade de valores",
afirma o consultor e headhunter Luiz Carlos Cabrera.
De acordo com dados da Society for Industrial and
Organizational Psychologists, entidade americana de psicólogos
ligados ao trabalho, as entrevistas têm apenas 65% de eficiência no
julgamento das competências e da capacidade de liderança dos
candidatos. É justamente por isso que quase todo mundo tem uma história
surreal para contar sobre o assunto. Paulo Pedroso da Silva (nome fictício)
é um deles. O jovem paulistano saiu de uma entrevista de emprego sem
a calça.
A razão do disparate? Durante a conversa com o
diretor de um grande banco de investimento, o entrevistador quis
comprar a calça de Silva pelo preço do terno completo - 500 reais.
Era um bom negócio. Silva, sabendo que estava sendo avaliado, topou o
negócio. Recebeu o dinheiro e entregou a calça ao diretor do banco.
No fim da conversa, o diretor do banco disse que venderia a calça de
volta -- só que por 600 reais. "Não aceitei." Resultado da
história: João pediu para usar o telefone. Ligou para um amigo e
recebeu uma calça no escritório. A outra peça ficou com o diretor.
Silva passou na seleção, mas teve de se desdobrar para administrar a
situação.
Sejamos realistas: ninguém está livre desse
tipo de situação. Portanto, não resta outra possibilidade a não
ser se preparar para tudo, inclusive para enfrentar as surpresas. Será
que você está pronto? Infelizmente, as empresas também acham que a
maioria dos candidatos não está. O principal problema: chegar para a
entrevista com o script pronto, decoradinho. As pessoas ensaiam horas
e horas na frente do espelho. Preparam um discurso cheio de adjetivos
e acreditam que vão arrasar. "Parece que todo mundo segue a
mesma receita. Há uma preocupação excessiva com roupa, gestos e
respostas. No final, tudo é muito igual e artificial", afirma
Alfredo Ribeiro, gerente de recursos humanos da HP.
O fato é que há também um forte descompasso
entre o que as empresas esperam dos candidatos e o que eles apresentam
nas entrevistas. Cláudio Neszlinger, diretor de RH da Microsoft,
lembra de uma história que mostra bem esse descompasso. Numa
determinada dinâmica de grupo que conduziu com candidatos a trainees,
o assunto era esportes. A maioria dos participantes dizia que
praticava esportes e se esforçava em lançar argumentos interessantes
sobre o assunto. De repente, um participante pediu a palavra. Disse
que estava perdido no meio do grupo porque tinha preguiça de fazer
exercício, mesmo sabendo da importância do esporte para a saúde.
Preferia sair do trabalho e ir tomar um chope com os amigos. "Me
impressionaram a atitude e honestidade do candidato", afirma. O
recém-formado foi aprovado.
LIÇÃO FUNDAMENTAL: não queira ser na
entrevista o que você não é de fato. "No segundo, terceiro ou
quarto dia de trabalho, a máscara cai", afirma Ricardo Rocco, da
empresa de headhunting Russell Reynolds. E o pior: depois de alguns
meses você pode perceber que não tem nada a ver com a empresa. E aí
suas chances de crescimento profissional são mínimas. Você
simplesmente trava sua carreira.
E MAIS: não invente respostas quando você
não sabe o que dizer. Recentemente, uma candidata a uma vaga numa
empresa de Internet foi questionada durante o teste escrito de
conhecimentos gerais sobre quem era Harry Potter. A resposta? "Harry
Potter é um compositor inglês, que formou dupla com Colle, da famosa
dupla Colle e Potter", disse a profissional. Veja o absurdo.
Harry Potter é o personagem principal - um jovem estudante de
bruxaria - de uma série literária voltada para o público
infanto-juvenil. Nada a ver com o compositor americano Cole Porter.
Numa dessas escorregadas, o candidato perde a vaga na hora. Era melhor
ter assumido que não sabia a resposta.
Não há segredo nem fórmula milagrosa para ser
bem-sucedido numa entrevista. As empresas esperam apenas que você
revele o melhor de si, de maneira transparente e honesta. E, é claro,
sempre usando o bom senso. Para conseguir essa combinação de
espontaneidade e argumentação bem fundamentada, é preciso fazer a
lição de casa, se preparar muito. A seguir, apresentamos um roteiro
que irá ajudá-lo nessa empreitada.
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