|
UNIDADES DE DISCOS RÍGIDOS
As unidades de disco rígido
tem sua operação semelhante aos dos acionadores de disco flexível,
porém, como o nome diz, os discos aso rígidos. Os discos são
feitos depositando uma camada magnética sob um base de alumínio. A
grande diferença está na quantidade de informação que pode ser
armazenada.
Devido a alta capacidade, a
concentração de dados é enorme e portanto as trilhas sâo tão finas
e próximas uns dos outros quanto possível. Isto exige um
complicado mecanismo, de alta precisão e operando em um ambiente
isento de quaisquer partículas.
O nome Winchester e um
remanescente da primeira unidade que utilizou essa tecnologia.
Construída pela IBM, ela foi a princípio chamada de 3030 por ter
dois lados, cada um deles com capacidade para armazenar 30
megabytes. Como esse código lembrava o famoso rifle de repetição
Winchester 3030, que, segundo as lendas, conquistou o Oeste
Americano, o nome Winchester acabou sendo incorporado a unidade de
disco. O apelido fez tanto sucesso que acabou sendo generalizado e
passou a identificar a própria tecnologia com a qual a unidade foi
construída.
Uma outra história conta que o
nome Winchester nasceu do fato de que a técnica de cabeçotes
livres foi desenvolvida nos laboratórios da IBM em Winchester, na
Inglaterra. Entretanto, quando consultada, em 1987, a IBM
ratificou oficialmente o fato de que o nome deriva do rifle de
repetição.
COMPREENDENDO OS DISCOS
RÍGIDOS (WINCHESTER)
Nem todos os discos rígidos
nascem iguais. Ha vários modelos de discos rígidos, construídos
com diversos materiais usando tecnologias diferentes e obedecendo
padrões distintos. Como conseqüência, o desempenho, a capacidade e
o preço dos discos rígidos cobrem uma larga faixa que vai de
algumas centenas a muitos milhares de dólares. Entendendo essas
diferenças, você estará melhor preparado para avaliar a qualidade
e valor de qualquer unidade de disco rígido. Você entendera também
oque é preciso fazer para que uma unidade de disco rígido funcione
e se mantenha funcionando sem problemas.
Em geral, os discos rígidos
giram a cerca de 3600 rpm, aproximadamente dez vez mais rápido que
os disquetes. Ao contrário das unidades de disquete, as lâminas
dos discos rígidos giram constantemente (quando o computador está
ligado), pois obter uma velocidade giratória estável para todo o
conjunto de lâminas é um processo lento, que demora entre dez a
trinta segundos. Esse giro constante resulta em uma das duas
maiores vantagens dos discos rígidos: os dados podem ser acessados
quase instantaneamente. Por outro lado, os disquetes precisam
esperar cerca de meio segundo para atingir a velocidade
operacional.
A maior velocidade das lâminas
dos discos rígidos significa também que os dados podem ser
gravados e lidos com mais rapidez. Um giro mais rápido significa
que uma quantidade maior das informações contidas no disco passam
pelo ponto de leitura ou gravação num mesmo período de tempo.
INTERIOR DO WINCHESTER
Um dos principais
determinantes da capacidade de armazenamento de um disco rígido é
o número de lâminas que a unidade contém. Em termos simples,
quanto maior a área disponível para armazenamento de dados, maior
a capacidade.
DESEMPENHOS DOS DISCOS
RÍGIDOS
As variáveis principais dos
discos rígidos dizem respeito a velocidade e a capacidade, e essas
características se ligam diretamente as alternativas de projeto do
mecanismo da unidade. O atuador e o maior responsável pela
velocidade na qual os dados podem ser lidos no disco; o número de
lâminas tem um efeito menor. A capacidade do disco rígido e
influenciada pelo número de lâminas, pelo material magnético das
lâminas e pelo conjunto dos cabeçotes.
ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
Tempo Médio de Acesso
determina o tempo que o mecanismo pode gastar até encontrar um
byte aleatório de dados.
O tempo médio de acesso descreve apenas um dos aspectos da
velocidade dos discos rígidos. Depois que um byte é localizado na
superfície do disco, ele tem que ser transferido para o
computador. Uma outra especificação das unidades de disco, a
velocidade de transferencia dos dados, reflete a velocidade com
que os dados aso jogados para um lado e para outro, indicando
efetivamente a rapidez com que as informações podem ser
intercambiadas entre o microprocessador e o disco rígido.
Velocidade de Transferência de
Dados
O principal determinante da
velocidade de transferência de dado é o tipo de interface usado na
conexão do disco rígido com o computador. Os organismo dedicados
ao estabelecimento de normas e padrões reconhecem vários
interfaces de disco rígido, e especificam rigorosamente as suas
interconexões.
Diferentes padrões
O padrão SCSI (Small Computer
System Interface) define um tipo de dispositivo que possui
algoritmo interno de manipulação das requisições de leitura e
escrita de dados. Ao contrário das interfaces IDE (Integrated
Drive Eletronics), as controladoras SCSI podem reordenar as
requisições aleatórias de dados, provenientes de diversos
usuários, para minimizar o tempo de busca das informações.
O barramento SCSI pode
suportar até oito dispositivos, entre discos rígidos, acionadores
de discos flexíveis, CD ROM, impressoras, scanners e a própria
controladora. Uma placa IDE controla no máximo dois discos rígidos
e dois acionadores de discos flexíveis. Além disso, os discos IDE
só agora começam a ultrapassar o limite de 1 gigabyte de espaço
para armazenar dados, ainda assim necessitando drivers especiais
para serem reconhecidos em sistemas como DOS, Windows e Windows
NT, enquanto os SCSI tem capacidade variando desde 200 MB (no
mínimo recomendado hoje) até alguns gigabytes, não precisando de
nenhum recurso especial de configuração. Vale lembrar que DOS e o
Windows enxergam arquivos e discos de ate 2GB, apenas.
Interleave de Setores
Entre outras coisas, a
formatação em baixo nível determina o interleave de setores
utilizado pelo disco rígido, ou seja, a ordem na qual os setores
são distribuídos em cada trilha. Os programas de formatação em
baixo nível normalmente perguntam pelo interleave que será usado
no processo de formatação.
O interleave (intercalação, ou entrelaçamento) de setores e usado
por que os dados aso gravados e lidos nos discos rígidos com mais
rapidez do que a maioria dos computadores consegue processa los.
Na realidade, o interleave e usado para retardar a operação do
disco rígido a fim de que o computador possa alcançá-lo.
Buffer de Trilhas
Um número cada vez maior de discos rígidos vem
adotando o fator de interleave 1:1, entre eles grande parte das
unidades IDE e algumas unidades mais antigas cujas controladoras
empregam a técnica de buffer de trilhas (track buffering). Essas
controladoras lêem uma trilha inteira do disco de cada vez,
armazenam todos esses dados na memória, e só remetem para o
computador principal o setor requisitado pelo DOS.
Inclinação dos Cilindros (Cylinder
Skewing)
Embora o fator de interleave 1:1 possa parecer o mais adequado,
ele enfrenta problemas peculiares. Depois que o cabeçote do disco
termina a leitura de uma trilha, ele tem que ser delicadamente
reposicionado para ler a trilha seguinte. A exemplo de qualquer
movimento mecânico, esse reposicionamento leva algum tempo.
Embora curto, o período de reposicionamento e significativo, e se
o cabeçote tentasse ir do fim de uma trilha ao inicio da outra ele
acabaria chegando atrasado. Em conseqüência, você teria que
esperar pela passagem da trilha inteira sob o cabeçote até que ele
conseguisse ler o início da segunda trilha.
Este problema é resolvido com facilidade evitando-se o alinhamento
dos pontos iniciais de todas as trilhas ao longo da mesma linha
radial. Deslocado-se ligeiramente o início de cada trilha com
relação ao fim da trilha anterior, o tempo de percurso do cabeçote
pode ser compensado. Como início do primeiro setor de cada trilha
e de cada cilindro acabam ficando mais ou menos inclinados, essa
técnica é chamada de inclinação de setores ou inclinação de
cilindros (cylinder skewing).
QUANDO DEVEMOS ESTACIONAR AS
CABEÇAS DO DISCO RÍGIDO (PARK) .
O PARK ou estacionamento das
cabeças é um procedimento para posicionar as cabeças numa trilha
segura do disco. Isto porque, a cabeça quando em operação não
chega a encostar no disco, devido ao colchão de ar formado pela
rotação do disco. Uma vez que a cabeça não encostar na superfície
do disco, não há problemas de sujeira por partículas magnéticas
soltas.
Porém, quando o disco para de girar, não há mais o colchão de ar e
a cabeça encosta no disco. Numa movimentação do computador, a
cabeça pode chocar-se contra a sensível camada magnética e
danificar a região afetada. Por isso, são deslocadas para a
última trilha do disco e aí permanecem, estacionadas.
Os Winchester mais novos estacionam a cabeça acima da camada
magnética evitando problemas de choques mecânicos, não sendo
necessário nenhum software de PARK. |