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SLOTS, BARRAMENTO E BUS
O BUS de expansão do
computador tem um objetivo direto: ele permite que vários
elementos sejam conectados a máquina para melhorar o
funcionamento. O projeto do Bus de expansão do computador é um dos
fatores determinantes dos produtos que podem ser associados a ele,
ou seja, da sua compatibilidade. Além disso, o projeto do BUS de
expansão impõe certos limites ao desempenho do computador e, em
última análise, a sua capacidade.
Os padrões mais comuns de
barramento existentes no mercado são:
O ISA (Industrial Standard
Architecture)
Baseada no padrão MCA da IBM,
esse padrão permite o reconhecimento da placa colocada no
barramento sem muitas configurações. Esse padrão de 16 BITS supriu
por muito tempo todas as necessidades dos usuários, observando que
a maioria dos periféricos trabalham com no máximo 16 BITS.
O EISA (Extended Industrial
Standard Architecture)
Para estabelecer um padrão de
BUS de 32 BITS que fuja da dependência a IBM e a MCA, um consórcio
liderado pela Compaq Computer Corporation anunciou seu próprio
padrão alternativo em 13 de setembro de 1988. O novo padrão
acrescenta recurso ao BUS do AT que se assemelham fortemente as
características do MCA, porem são implementados de modo distinto.
O EISA aperfeiçoa o bus do AT,
mas da ênfase, acima de tudo, a compatibilidade com os periféricos
e programas que já existem. Ele foi projetado de modo a permitir o
uso de qualquer placa de expansão do PC ou do AT que seja capaz de
funcionar a 8 Mhz, que e velocidade do seu CLOCK.
Barramento PCI Express
O processador se comunica com os outros periféricos do micro
através de um caminho de dados chamado barramento. Desde o
lançamento do primeiro PC em 1981 até os dias de hoje, uma série
de tipos de barramentos foram desenvolvidos para permitir a
comunicação dos periféricos de entrada e saída com o processador.
Podemos citar os seguintes barramentos já lançados:
-
ISA
-
EISA
-
MCA
-
VLB
-
PCI
-
AGP
-
PCI Express
A principal diferença entre os diversos tipos de barramentos
está na quantidade de bits que podem ser transmitidos por vez e na
freqüência de operação utilizada. Atualmente, os dois tipos de
barramentos de expansão mais rápidos do micro são os barramentos
PCI e AGP. Na tabela abaixo listamos as taxas de transferência
desses barramentos. O barramento PCI-X é uma extensão do
barramento PCI voltado para o mercado de servidores de rede.
|
Barramento |
Clock |
Número de bits |
Dados por pulso de clock |
Taxa de Transferência |
|
PCI |
33 MHz |
32 |
1 |
133 MB/s |
|
PCI |
66 MHz |
32 |
1 |
266 MB/s |
|
PCI |
33 MHz |
64 |
1 |
266 MB/s |
|
PCI |
66 MHz |
64 |
1 |
533 MB/s |
|
PCI-X 64 |
66 MHz |
64 |
1 |
533 MB/s |
|
PCI-X 133 |
133 MHz |
64 |
1 |
1.066 MB/s |
|
PCI-X 266 |
133 MHz |
64 |
2 |
2.132 MB/s |
|
PCI-X 533 |
133 MHz |
64 |
4 |
4.266 MB/s |
|
AGP x1 |
66 MHz |
32 |
1 |
266 MB/s |
|
AGP x2 |
66 MHz |
32 |
2 |
533 MB/s |
|
AGP x4 |
66 MHz |
32 |
4 |
1.066 MB/s |
|
AGP x8 |
66 MHz |
32 |
8 |
2.133 MB/s |
O barramento PCI foi lançado pela Intel em junho de 1992. Desde
então, praticamente todos os periféricos de expansão do micro,
tais como discos rígidos, placas de som, placas de rede e placas
de vídeo utilizam o barramento PCI. Acontece que a taxa de
transferência máxima do barramento PCI, 133 MB/s, mostrou-se
insuficiente para aplicações 3D modernas e estava limitando o
desenvolvimento de placas de vídeo mais sofisticadas. Para
resolver esse problema, a Intel criou um novo barramento, chamado
AGP, com o intuito de aumentar a taxa de transferência das placas
de vídeo e fazer com que elas não fossem mais instaladas no
barramento PCI, e sim no barramento AGP, que é mais rápido. Com
isso, o barramento PCI ficou mais “folgado”, já que as placas de
vídeo eram grandes responsáveis pelo intenso tráfego no barramento
PCI.
Para mais informações sobre o barramento AGP leia nosso
tutorial
Barramento AGP.
Com o advento de chips gráficos mais rápidos e de novas
tecnologias de rede, como a Gigabit Ethernet, e da tecnologia RAID,
novamente a taxa de transferência máxima do barramento PCI mostrou
ser insuficiente para suportar essas novas aplicações. Algo
precisava ser feito e a resposta veio com o lançamento do
barramento PCI Express.
Neste tutorial explicaremos em detalhes o funcionamento do
barramento PCI Express e suas diferenças para o barramento PCI.
Obs: Tecnicamente falando, o PCI Express não é
um barramento. Barramento é um caminho de dados onde você pode
ligar vários dispositivos ao mesmo tempo, compartilhando este
caminho de dados. O PCI Express é uma conexão ponto-a-ponto, isto
é, ele conecta somente dois dispositivos e nenhum outro
dispositivo pode compartilhar esta conexão. Para clarificar: em
uma placa-mãe com slots PCI comuns, todos os slots PCI são
conectados ao barramento PCI e todos compartilham o mesmo caminho
de dados. Em uma placa-mãe com slots PCI Express, cada slot PCI
Express é conectado ao chipset da placa-mãe usando uma pista
dedicada, não compartilhando esta pista (caminho de dados) com
nenhum outro slot PCI Express. Em nome da simplificação, estamos
chamando o PCI Express de "barramento", visto que para usuários
comuns o termo "barramento" é facilmente reconhecido como "caminho
de dados entre dispositivos".
Barramento AGP
Até o lançamento do barramento AGP as placas de vídeo eram
instaladas no barramento PCI. A taxa de transferência máxima
teórica do barramento PCI 32 bits a 33 MHz era de 133 MB/s, uma
taxa insuficiente para aplicações 3D (como jogos, por exemplo) e
que limitava o desenvolvimento de placas de vídeo mais
sofisticadas. Além da sua baixa taxa de transferência, o
barramento PCI tinha um outro problema: estava “sufocado”. A
arquitetura de chipsets utilizada na época era de pontes, que
utilizava o barramento PCI para a comunicação do circuito de ponte
norte com a ponte sul. Além disso, a maioria dos periféricos
on-board do micro eram instalados no barramento PCI, como as
portas IDE on-board, controladora SCSI, vídeo, som e rede on-board.
Isso sem falar nos periféricos que podiam ser instalados no
barramento PCI através dos slots PCI.
Acontece que a taxa de transferência máxima do barramento PCI, 133
MB/s, é compartilhada para todos os dispositivos conectados ao
barramento, e não utilizada por cada periférico durante suas
transferências. Ou seja, a taxa de transferência utilizada por uma
placa de vídeo PCI não é de 133 MB/s, e sim menor, já que quanto
maior for o número de periféricos “plugados” no barramento PCI,
menor será a taxa de transferência real obtida por eles.
Motivada por essas razões, a Intel lançou o barramento AGP. A
finalidade principal do barramento AGP era de aumentar a taxa de
transferência das placas de vídeo fazendo com que elas não fossem
mais instaladas no barramento PCI, e sim no barramento AGP, que é
mais rápido. Tecnicamente falando o AGP não é um barramento, já
que apenas um dispositivo é conectado nele: a placa de vídeo. É
mais uma conexão ponto-a-ponto de alto desempenho usada apenas por
placas de vídeo.
A Intel lançou a primeira versão do barramento AGP (Accelerated
Graphics Port ou Porta Gráfica Acelerada) em julho de 1996. Esse
barramento trabalhava com um clock de 66 MHz transferindo 32 bits
por vez, era alimentado com 3,3V e operava em dois modos: x1 e x2.
O primeiro chipset a ter suporte a esse barramento foi o Intel
440LX, lançado no mercado em agosto de 1997.
Em maio de 1998 a Intel lançou a segunda versão do barramento
AGP que permitia o modo de operação x4 e era alimentado com 1,5V.
O primeiro chipset a ter suporte a segunda versão do barramento
AGP foi o Intel 815P, lançado no mercado em junho de 2000.
A versão mais atual do barramento AGP é a terceira,
desenvolvida em novembro de 2000, que na verdade é um
aprimoramento da segunda versão, permitindo o modo de operação x8.
O primeiro chipset a ter suporte a terceira versão do barramento
AGP foi o Intel 865P, lançado no mercado em maio de 2003.
|
Versão |
Modos de Operação |
Alimentação |
|
AGP 1.0 |
x1 e x2 |
3,3V |
|
AGP 2.0 |
x1, x2, x4 |
1,5V |
|
AGP 3.0 |
x1, x2, x4 e x8 |
1,5V |
LOCAL BUS
O sistema Local Bus é, na
realidade, a mesma placa de sistema, tipo upgradable, contendo um
slot especial conhecido como o próprio nome de local bus, que se
interliga diretamente como o microprocessador.
O microcomputador 386 ou 486
se intercomunica com a memória em 32 BITs e os periféricos
instalados nos slots em 16 bits. No sistema Local Bus, o
microprocessador se interliga com esse slot especial em 32 bits,
onde se instala um controladora com as cinco funções básicas de um
micro: vídeo e disco winchester. Outra placa que esta sendo usada
no local bus é a de rede.
No sistema local bus, todos os
componentes trabalham em 32 BITS e na mesma velocidade do
processador, sendo no máximo 33 Mhz (sistema VESA) e 66 Mhz
(sistema PCI).
ISA=16
BITS EISA=32 BITS LOCAL BUS=32 BITS
Os barramentos EISA e Local
Bus suportam perfeitamente placas de padrão ISA .
CIRCUITOS DE APOIO
Como já foi dito, o
microprocessador, por si só, não e totalmente funcional
necessitando vários circuitos de apoio para que o torne
útil.
Clocks e
Osciladores
Os computadores pessoais de
hoje são construídos com base num projeto de circuitos denominado
clocked logic. Todos os elementos lógicos do computador são
desenhados de modo que operem sincronizadamente. Eles executam as
operações que lhes cabem passo a passo, e cada circuito executa um
passo ao mesmo tempo que todos os circuitos restantes do
computador. Essa sincronia operacional permite que a máquina
controle todos os bits que processa, garantindo que nada passe
desapercebido.
O clock do sistema é o regente
que marca o tempo da orquestra de circuitos. Entretanto, o próprio
clock precisa de algum tipo de indicação seja ela sendo de
marcação ou um espécie de metrônomo.
Um circuito eletrónico capaz
de marcar o tempo com precisão e continuidade e chamado de
oscilador. A maioria dos osciladores se baseia num princípio
simples de feedback. Como o microfone, que capta seus próprios
sons de sistemas de alto falantes reclamam, o oscilador também
gera um ruído semelhante. No entanto, como neste caso o circuito
de feedback e muito mais curto, o sinal não precisa percorrer um
distância grande, e a freqüência e milhares de vezes maior.
CONTROLADORAS
DE INTERRUPÇÕES
As interrupções fazem a
diferença entre um computador e uma calculadora potente. Um
computador funcionando ininterruptamente não e útil pois, o
usuário não pode interagir com os processos executados pelo
microcomputador, não pode entrar com dados ou novas funções. O
conceito de interrupção trabalha justamente nesse tipo de
situação, quando o usuário necessita interagir com a máquina.
Os microprocessadores da Intel
entendem dois tipos de interrupção: interrupções de software e de
hardware. Uma interrupção de software é apenas uma instrução
especial de um programa que esteja controlando o microprocessador.
Em vez de somar, subtrair ou coisa que o valha, a interrupção de
software faz com que a execução do programa seja desviada
temporariamente para outra seção de código na memória.
Uma interrupção de hardware
tem o mesmo efeito, mas e controlada por sinais especiais externos
ao fluxo de dados normal. O único problema esta em que os
microprocessadores reconhecem muito menos interrupções do que
seria desejável são apenas duas as linhas de sinais de
interrupção. Uma delas é um caso especial: a NMI (interrupção não
mascarável). A outra é compartilhada por todas as interrupções do
sistema.
Não obstante, a arquitetura
dos computadores pessoais da IBM comporta vários níveis de
interrupções priorizadas as interrupções mais importantes
prevalecem sobre as interrupções de menor prioridade.
CONTROLADORA
DE DMA DO AT
A melhor maneira de acelerar o
desempenho do sistema é aliviar o microprocessador de todas as
tarefas rotineiras. Uma das tarefas que consome mais tempo é a
transferência de blocos de memória dentro do computador,
deslocando o por exemplo bytes de um disco rígido (onde estão
armazenados) através de sua controladora até a memória principal
(onde o microprocessador pode utilizá-lo). As tarefas de
transferência de dados na memória pode ser deixada a cargo de um
dispositivo especial denominado controladora de DMA, ou Direct
Memory Access (Acesso Direto a Memória). |