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MEMÓRIA
Nas memórias são
armazenados todos os dados, funções, passos, etc, que, são utilizados pelo
microprocessador. A capacidade e velocidade das memórias influencia
diretamente no desempenho total do sistema, verifica se uma dependência
muito grande dessas características no funcionamento máximo do sistema.
Conceito
Memória Primária é a que
quando desligando o computador o dados são perdidos. Nela o
microprocessador trabalha diretamente, on line, e está em contato
permanente podendo ser lida ou gravada instantaneamente.
Exemplo: RAM
Memória Secundária fica
permanente no computador até que alguém venha a apagá-la ou modificá-la,
também chamada memória de massa por ter uma capacidade muito superior a
memória primária.
Exemplo: armazenamento em
disco, ROM, fita magnética, CD ROM,etc.
TIPOS
DE MEMÓRIAS
Memória RAM (RANDOM ACESS
MEMORY) memória de acesso aleatório, é um tipo de memória dinâmica
necessitando de refresh periódicos para sua manutenção, também é volátil
porque precisa ser energizada constantemente para mantê-la.
BANCOS
DE MEMÓRIA RAM SIMM(SINGLE INLINE MODULE MEMORY)
Atualmente os
microcomputadores são padronizados para utilizarem bancos SIMM de memória.
As principais
características que esses bancos possuem são:
- Quantidade de pinos:30
ou 72 que reflete a capacidade dos bancos
- Capacidade dos bancos:
pode variar de 256 Kb até 16 Mb ou mais.
- Velocidade: que pode
variar de 60 a 80 nanossegundos, atualmente.
- Chip de Paridade :um CI
que calcula a paridade da informação armazenada nos chips de memória, e
se ocorrer algum erro é acionada um interrupção.
Memória SDRAM
Há no mercado um novo tipo de memória
para o seu micro, chamada SDRAM. Dizem por aí que ela é mais rápida. Para
tirarmos a prova dos nove, testamos, em nosso laboratório no Instituto de
Tecnologia ORT, o desempenho de um micro com 64 MB de memória EDO.
Trocamos sua memória por 64 MB de memória SDRAM e o resultado foi na
mosca: o desempenho do micro aumentou.
Rápida como um foguete
Um dos grande problemas enfrentados pelo processador do
micro era o acesso à memória RAM. Como o processador é mais rápido do que
a memória, ele tem de ficar esperando a memória ficar pronta quando
precisa enviar dois dados consecutivos à memória. O grande problema é com
o desempenho do micro. Essa espera - chamada wait state - faz com que o
processador seja subutilizado, pois em grande parte do tempo ele fica
fazendo absolutamente nada, apenas esperando a memória RAM ficar pronta
para conversar com ele.
Esse problema foi resolvido com o uso do cache de
memória, uma memória muito mais rápida que a RAM que é usada como
intermediária na conversa do processador com a memória RAM. Dessa forma,
na maioria das vezes o processador não precisa buscar dados na memória
RAM; ele acessa os dados contidos no cache de memória, que é muito mais
rápido. Um circuito chamado Controlador de Cache lê os dados da memória
RAM e copia para a memória cache. Se o processador tiver sorte, os dados
que ele precisar estarão no cache de memória e não na lenta memória RAM.
Porém, tem horas que o controlador de cache não é
rápido o suficiente para copiar os dados da memória RAM para o cache de
memória antes do processador precisar desses dados. Quando isso ocorre, o
processador tem de ler os dados diretamente na RAM - que, como vimos, é
mais lenta que ele. Esse tipo de acesso diminui o desempenho do micro.
Por esse motivo, novas tecnologias de memória RAM foram
inventadas, para que o desempenho do micro não seja prejudicado toda a vez
que o processador precisar buscar dados diretamente na RAM. Entre essas
tecnologias estão a FPM, a EDO e a SDRAM.
Memórias DDR
As memórias DDR-SDRAM, que são as mais usadas hoje em
dia, são classificadas de acordo com a velocidade máxima que conseguem
operar. Existem as seguintes classificações: DDR200/PC1600, DDR266/PC2100,
DDR333/PC2700, DDR400/PC3200, DDR433/PC3500, DDR466/PC3700 e DDR500/PC4000.
O primeiro número indica o clock máximo que a memória
suporta. Por exemplo, memórias DDR400 funcionam a, no máximo, 400 MHz. É
importante notar que este não é o clock real da memória: o clock real das
memórias DDR é a metade do clock rotulado. Assim, as memórias DDR400
operam, na realidade, a 200 MHz.
Já o segundo número indica a taxa de transferência
máxima que a memória atinge, em MB/s. As memórias DDR400 transferem dados
a, no máximo, 3.200 MB/s, daí a sua classificação PC3200.
O tipo de memória que você precisará para o seu micro
depende do processador usado, mais especificamente de seu clock externo.
Processadores Athlon XP que rodam externamente a 266 MHz necessitam de
memórias DDR266 ou superiores e assim por diante. Já para os processadores
Intel a correlação é um pouco diferente porque o clock externo desses
processadores é quadruplicado (para descobrir o clock externo real dos
processadores Intel, divida-o por quatro). Os processadores Pentium 4 que
rodam externamente a 400 MHz necessitam de memórias DDR200 ou superior, os
Pentium 4 de 533 MHz necessitam de memórias DDR266 ou superior e os novos
Pentium 4 de 800 MHz necessitam de memórias DDR400 ou superior. As
memórias DDR433 para cima são usadas somente para overclock, que é a
técnica de configurar o processador com um clock maior do que o normal.
Você pode usar memórias inferiores – por exemplo,
memórias DDR200 com um Pentium 4 de 533 MHz –, mas você não atingirá todo
o desempenho que a sua máquina é capaz de proporcionar.
Para o usuário comum, isso é tudo o que é necessário
saber sobre memórias DDR.
EMBED PBrush
Substituição e Expansão
dos Bancos
Não oferece nenhuma
dificuldade prática, mas deve-se observar os seguintes ítens:
—Posição dos bancos a
orientação dos bancos geralmente é definida como banco 0(SIMM 0), banco 1(SIMM
1), etc
—Cuidado no manuseio - a
eletricidade estática é um dos principais causadores de danos nos bancos,
aterre-se para eliminar esse problema.
—Quantidade de bancos
possíveis de serem preenchidos:
em micros SX são de dois
em dois; em micros DX são de quatro em quatro.
O SET-UP do
microcomputador reconhecerá automaticamente os bancos adicionais ou
substituídos, necessitando somente gravar as novas modificações.
—Todos o bancos devem ser
iguais
ROM
BIOS (READY ONLY MEMORY, BASIC INPUT OUTPUT SYSTEM)
Memória somente de
leitura, funções básicas para o funcionamento do sistema
A ROM é um tipo de
memória permanente (não volátil), estática (não dinâmica), e é
propriamente o chip. A BIOS é uma série de instruções gravadas na ROM que
quando o computador é inicializado essas instruções são interpretadas e
executadas.
Existem várias BIOS no
mercado, as principais são: AMI, HAVARD, MR BIOS, etc; sendo a AMI mais
recomendada.
Memórias PC-100
Com o lançamento dos novos processadores que trabalham
externamente a 100 MHz, como o K6-2 e o Pentium II a partir de 350 MHz, um
novo tipo de memória foi criado, chamado PC-100.
As memórias PC-100 são SDRAM e são as únicas capazes de
trabalhar corretamente na freqüência de operação de 100 MHz. As memórias
SDRAM não-PC-100 passaram a ser chamadas de PC-66.
Mas, qual é o grande barato da memória PC-100? As
memórias SDRAM de 10ns de tempo de acesso são, teoricamente, capazes de
trabalhar a 100 MHz. Mas, na prática, foi constatado que esse tipo de
memória era instável para sistemas de 100 MHz. Com isso, somente são
aconselhadas para micros com barramento de 100 MHz memórias com tempo de
acesso de 8 ns ou menos. Essas memórias são justamente as PC-100.
Dessa forma, é muito fácil reconhecer se uma memória é
ou não PC-100. Basta que ela seja SDRAM e possua tempo de acesso de 8ns ou
menos. Essa característica vem estampada sobre o corpo de cada circuito
integrado do módulo de memória, normalmente após um sinal de traço.
A maioria dos módulos PC-100 traz uma etiqueta escrito
"PC-100". Porém, como constatou um leitor, alguns profissionais
inescrupulosos vendem memórias PC-66 como se fossem PC-100, produzindo e
colando tal etiqueta. Portanto, a maneira mais segura de se detectar se
uma memória é ou não PC-100 é através de seu tempo de acesso.
Além disso, há memórias SDRAM mais rápidas do que
outras, independentemente se elas são PC-66 ou PC-100, porque há memórias
com diferentes latências do sinal CAS (Column Address Strobe) - que mede
quantos pulsos de clock são necessários para se ler um dado armazenado na
memória. No caso das memórias PC-66, esse fator não precisa ser levado
tanto em consideração. Porém, em se tratando de memórias PC-100, pode
haver um ganho de desempenho considerável.
Há, no mercado, basicamente dois tipos de memória
PC-100: as com latência de 2 pulsos de clock e as com latência de 3 pulsos
de clock. Obviamente as com latência de 2 pulsos são mais rápidas e
garantirá um desempenho superior. Para saber essa característica, você
primeiro tem de saber o fabricante dos circuitos integrados do módulo de
memória (ex: Micron, Kingston, Siemens, Samsung, SEC, etc): basta olhar
para os circuitos e ler a marca do fabricante. Em seguida, consulte, na
página do fabricante na Internet, o código para circuitos de memória
PC-100 e confira o número que diferencia circuitos com 2 ou 3 pulsos de
latência. No caso de circuitos da Micron, por exemplo, existe uma letra
depois do tempo de acesso que indica a latência (Ex: "-8D". Circuitos com
letras de A a C indicam uma latência de 3 pulsos de clock, enquanto letras
de D ou E indicam uma latência de 2 pulsos de clock). Essa marcação varia
de acordo com o fabricante.
Perguntas mais comuns
O que acontece se eu instalar uma memória PC-100 em
um micro com barramento de 66 MHz (um Pentium II-300, por exemplo)?
Nada de mais: a memória funcionará normalmente.
Acontece que não há ganho algum de desempenho em se instalar uma memória
PC-100 em um barramento de 66 MHz. Acontece que as memórias PC-100 são
mais caras e você gastará dinheiro à toa.
Posso instalar uma memória PC-66 (com tempo de
acesso de 10 ns, por exemplo) em um micro com barramento de 100 MHz (um K6-2-300
ou um Pentium II-350, por exemplo)?
Muitas vezes esse procedimento funciona. Em outras
vezes, o micro nem liga. Em todo caso, quando funciona, o micro detecta
que há uma memória não-PC-100 instalada, aumentando o número de wait
states para que essa memória consiga ser usada, ou seja, diminui o
desempenho do micro. Em outras palavras, o micro faz com que o desempenho
geral caia, para que a memória possa ser usada. Portanto, em micros com
barramento de 100 MHz, recomendamos que seja instalada somente memórias
PC-100.
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